terça-feira, 25 de dezembro de 2012

PANDORO - mais uma delícia italiana no Brasil


Você já ouviu falar em pandoro? Este ano provavelmente você já deve passado por eles nas gôndolas de bons supermercados. A oferta de pandoro cresceu nos últimos meses, mas eles continuam pouco conhecidos. Na Itália, sua terra natal, o pandoro é tão popular quanto o panetone.

 No Brasil muitas pessoas ainda pensam que o pandoro é uma versão sem frutinhas do panetone. Puas o que ele é afinal? É um pão de massa extremamente macia, cor amarelo-profundo, com suave perfume de baunilha, assado em fôrma alta de estrela octogonal, ou seja, algo muito especial, rico em textura e sabor.




Tal qual o panetone, o pandoro tem sofrido variações em sua receita original. Já é possível encontrar versões recheadas de pandoro: chocolate, zabaione, mel... Mas não se assuste. As versões importadas são mais comedidas e não chegam perto do que a terrível criatividade brasileira fez com o panetone (tomate seco, goiabada com queijo...).

O Gabriel Coelho curtiu muito!


     O nome do Pan d'oro ("pão de ouro") vem da cor do ouro amarelo intenso que o bolo possui. Suas origens, porém, são incertas. Os historiadores têm tentado por um longo tempo entender de onde esse bolo veio e as teorias são ainda conflitantes.

    Durante a Idade Média, o pão branco era consumido apenas pelos ricos, enquanto as pessoas comuns só podiam comer pão preto e, muitas vezes, nem isso. Pães doces eram reservados para a nobreza. Os pães enriquecidos com ovos, manteiga e açúcar ou mel eram servidos nos palácios e ficaram conhecidos como "pão real" ou "pão de ouro".


     As sobremesas consumidas no século 17 foram descritas no livro da Irmã Celeste Galilei, Cartas ao Pai, publicado por La Rosa de Turim, e que incluíam "pão real" feita de farinha, açúcar, manteiga e ovos. No entanto, o pão já era conhecido e apreciado na Roma antiga de Plínio, o Velho, no século primeiro. Esse pão foi feito com "a melhor da farinha combinada com ovos, manteiga e óleo." Virgílio e Tito Lívio mencionado a preparação sob o nome Libum
     Alguns especialistas acreditam que o Pandoro nasceu na República de Veneza no século XVI, quando os bolos em forma de cone, coberta com folhas de ouro e chamada de "Pan de Oro" foram servidas nas mesas dos ricos nobre povo.
No Brasil está sendo produzido pela Bauduco:








Boas opções
Bonifanti 1kg, R$ 100*
Bold?Oro Bauducco 500g, R$ 12*
Loison 1 Kg, R$ 95*
Motta 750g, R$ 38*
Perugina 750g, R$ 41*
Tre Marie (mel) 1 Kg, R$ 89*
*Preços médios do mercado
Fontes: Estadão e http://confrariadobaraodegourmandise.blogspot.com.br

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Diplomação de Candidatos



Diplomação e posse
Após a proclamação dos resultados oficiais de uma eleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inicia o processo de diplomação e posse do candidato vencedor do pleito.


Antes de efetivamente assumir determinado posto, o candidato vencedor deve ser diplomado. O termo designa uma cerimônia formal em que são distribuídos diplomas não apenas ao eleito, mas também aos vices e eventuais suplentes.

Depois da diplomação, o candidato eleito torna-se apto para tomar posse do cargo para o qual foi democraticamente escolhido. Historicamente considerado um ato de responsabilidade do Poder Legislativo, a posse de presidentes, governadores e prefeitos se dá no Congresso Nacional, na Assembleia e na Câmera Municipal. Com a diplomação, encerra-se também o período para que sejam ajuizadas ações contra o candidato no âmbito da Justiça Eleitoral.

Os membros do Poder Executivo assumem seus cargos no 1º dia útil do ano seguinte àquele em que foram eleitos. Já os membros do Poder Legislativo são empossados apenas no dia 2 de fevereiro, inicio de trabalho nas Casas no País.

Desde 2002, o período de diplomação e posse sucede a chamada fase de transição entre governos, quando há uma troca de informações a respeito de determinado cargo ou pasta a ser assumido pelo candidato eleito. A lei número 10.609 estabelece as regras para que haja uma alternância de poder democrática e transparente, com o respeito republicano às instituições.

As cerimônias de posse obedecem a um detalhado protocolo com diretrizes tanto para o número de convidados como para os simbolismos do momento, sobretudo no caso da posse do presidente. A data de posse, o dia 1 de janeiro, foi estabelecida pela Constituição de 1988.

http://www.brasil.gov.br/sobre/o-brasil/eleicoes-2012/processo-eleitoral/diplomacao-e-posse

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Benedito Saldanha lança livro sobre Luciana de Abreu

Luciana de Abreu - uma história comovente!


O escritor e pesquisador Benedito Saldanha, servidor público municipal, encantou e comoveu as pessoas presentes ao I Bate-Papo com o Escritor, promovido pela Biblioteca da Escola de Gestão Pública (EGP) da Secretaria Municipal de Administração de Porto Alegre, na última sexta-feira. Nessa oportunidade foi realizado o pré-lançamento da edição revisada do livro: Luciana de Abreu e o Partenon Literário. 


Com um bate-papo delicioso com Fernando Telles de Paula, Bibliotecário e Coordenador da Biblioteca da EGP, Benedito declamou poesias e contou um pouco da história dessa grande mulher, que estava à frente de seu tempo. Uma história que merece ser traduzida em outras linguagens artísticas.

Vale a pena participar da Sessão de Autógrafos, que será realizada nesta terça- feira, 18  de dezembro de 2012,  às 19h, no Museu Julio de Castilhos (Duque de Caxias, 1.205)

     O segundo livro da coletânea deve ser lançado ano que vem, trazendo a história de Aurélio Virissimo Bittencourt, assinada por Jane Matos.

   Luciana de Abreu - A obra resgata textos e passagens fundamentais da vida da educadora e conferencista Luciana de Abreu (1847 – 1880), falecida prematuramente aos 32 anos de idade. Luciana de Abreu, que é nome de Escola em nossa cidade, foi uma das primeiras vozes que se levantou, no Brasil, na luta pelos direitos da mulher, buscando a conquista de sua cidadania.



Sua vida foi surpreendente: de órfã abandonada na Roda dos Expostos da Santa Casa, na noite de 11 de julho de 1847, ela tornou-se professora, escritora e defensora dos direitos das mulheres. Integrou o Partenon Literário – sociedade formada por jovens intelectuais de Porto Alegre –, onde realizou discursos contundentes.

Em um deles, de 1873, defendeu a igualdade de direitos entre os sexos: “Nós (mulheres) não somos somenos ao homem: a nossa alma tem a mesma passividade e atividade que a dele, e tanto a sensibilidade como a inteligência e liberdade participam do mesmo grau de capacidade e podem ter o mesmo grau de desenvolvimento num ou noutro sexo.”

Além de tudo isso, Luciana foi esposa dedicada e mãe de um casal de filhos.


O autor - Benedito Saldanha é pesquisador e escritor. Criou o Sarau com Ritmo (exibido mensalmente na Casa de Cultura Mário Quintana) e publicou os livros: “A Mocidade do Partenon Literário”, “Laços Eternos” e ”Luciana de Abreu”. É presidente da Academia de Letras e Artes de Porto Alegre e do atual Partenon Literário.



Fontes:

http://www.beneditosaldanha.com/

Cultura RS

Zero Hora

Almanaque Gaúcho

Bate Papo com Escritor Na Biblioteca da EGP/SMA


sábado, 8 de dezembro de 2012

IL BRASILE GIUSTO


Sono stati divulgati dall'Istituto di Censimento Brasiliano i dati sulle differenti razze del Paese. I bianchi sono poco più di novanta milioni, mentre la maggioranza, all'incirca cento milioni, sono negri o pardi.

A questo dato, dovrebbe corrispondere un trattamento privilegiato verso i negri. Ma no. Diceva il poeta Caetano Veloso: i poveri sono tutti negri, o quasi negri. È un Paese che non tratta con dignità i suoi veri padroni. Oltretutto, è stata la forza dei negri che ha costruito la ricchezza che, in gran parte, viene sfruttata dai bianchi. Fino a quando continuerà l'ingiustizia, ingratitudine, o, chissà, la più smisuratamente avarizia del mondo intero? Il Brasile è uno dei dieci Paesi più ricchi, dalla fine della Seconda guerra mondiale. Allo stesso tempo, possiede indici sociali da Paese sottosviluppato. Si pone da solo in una situazione vessatoria, rimandando, senza volontà, sempre a domani il risanamento dei problemi atavici.

I ricchi, sempre più ricchi, si “clausurano” davanti allo sgretolamento del sistema di Polizia, con scontri giornalieri e morti violente che sfidano l'ordine pubblico. La gente sembra soffocata, non sa più gridare. È usurpata della propria voce, in una stanchezza a cui sembra condannata, nella disillusione perenne, adagiata, domata dalla disinformazione, dalla alienazione.

In questi giorni passati, è stato nominato Presidente della Corte Suprema di Giustizia di Brasilia Jaquim Barbosa, un negro, brillante, dotato del coraggio che necessita questo momento storico brasiliano in cui stanno essendo giudicati per corruzione e sottrazione di immense somme di denaro pubblico, da lui e dai ministri della Corte Suprema, un gruppo di politici di vari partiti di Governo.

La sua attitudine fa credere che il Paese possa essere più decente, nel quale la malattia della corruzione sia un vizio del passato, la giustizia sociale sia il bene più caro della democrazia. Questa democrazia demoralizzata, ingannata deliberatamente, debosciata dal potere.


Caco Coelho
Direttore dell'Usina do Gasometro
di Porto Alegre, Rio Grande do Sul

(Joaquim Benedito Barbosa Gomes, nato il 7 ottobre 1954, è avvocato, professore, giurista e magistrato. Primogenito di otto figli, suo padre era muratore e la mamma casalinga. A 16 anni andò da solo a Brasilia dove trovò lavoro in un'azienda grafica e terminò le scuole superiori. “Bacharel” in Diritto all'Università di Brasilia dove, in seguito, ha ottenuto il “Master” in Diritto dello Stato. Fu Cancelliere del Ministero degli Esteri presso l'Ambasciata del Brasile di Helsinki, Finlandia, dal 1976 al 1979. Difende senza condizioni la moralità e l'etica. È l'unico ministro apertamente favorevole alla legalizzazione dell'aborto; è contro il potere del Ministero Pubblico di archiviare indagini amministrativamente, o di presiedere indagini di polizia. Difende che si trasferisca alla Giustizia federale la competenza di giudicare processi sul lavoro schiavo.)

(Caco Coelho lavora nel campo artistico da trent'anni. Ricercatore sull'opera di Nelson Rodrigues da dieci anni; ha diretto la pubblicazione di sette libri di Nelson Rodrigues. Ha ottenuto due borse di studio sulla sua opera con il primo posto nell'area del teatro nel 1998 e nell'area della letteratura nel 2004. Ha insegnato in due corsi di “post graduazione” nella Facoltà di Lettere e Teatro. Ha prodotto trenta spettacoli teatrali, tra questi “Un certo Amleto”. Ha diretto il maggior studio realizzato in Brasile su Bertolt Brecht nell'anno del suo centenario. Svolse uno “stage” in Germania, presso il teatro  Volksbuhne, quale direttore ospite nel pezzo “Enrico V” di  Shakespeare. 
Ha diretto dodici spettacoli, tra questi “La tempesta” di  Shakespeare, presso il Centro Culturale del Banco do Brasil di Rio de Janeiro. La sua direzione di “La bugia” di Nelson Rodrigues ha ottenuto il primo posto nella prima edizione del Premio Myriam Muniz per il Teatro nel 2006, della Fondazione Nazionale delle Arti. Diresse trecento puntate di una serie televisiva. Scrive un'articolo settimanale per il maggior giornale di Porto Alegre. Attualmente è direttore del maggior centro culturale di Porto Alegre, l'Usina do Gasometro, e coordina il progetto “Usina das artes” per la promozione del lavoro continuativo nell'arte, uno dei pochi progetti di continuità in Brasile.)



Parzialmente e liberamente tratto da una colonna del giornale “Correio do Povo”
di sabato 17 novembre 2012. Le note su Joaquim Barbosa sono prese da Wikipedia,
fotografie da Google Images.

Trad. Armando Traversoni
Presidente dell'Associazione
Culturale Italia – Porto Alegre